por Jovem Palerosi
Dias corridos, produção intensa...pouco tempo inclusive para atualizar nossos
meios. Aproveitando a longa viagem de ônibus entre Uberlândia/Cuiabá e a maravilha do notebook para atualizar nossas vivências, vamos vencendo a dificuldade da escrita na estrada esburacada. Estivemos na 5ª edição do Festival Jambolada como Mestres de Cerimônia desta bela celebração, que é um dos mais importantes do país, realizado pelos coletivos Goma e Valvulado.
Na 5a feira a noite, logo depois que chegamos, participamos dos debates e da festa intitulada João Boladão, com as bandas que não foram selecionadas nas prévias do Festival, mas reinvidicaram seu espaço, questionando a curadoria "Bicho Grilo". Bela atitude dos dois lados, criou-se um meio termo e 4 bandas foram votadas e tiveram seu espaćo garantido no Espaço Goma.
6a feira comećou a agitacao mais intensa na Acrópole, importante casa de shows da cidade, armada novamente com 2 palcos e com a rádio no meio do caminho, com a interlocução tanto para quem estava no local, quanto para quem estava escutando pela
Web Radio Fora do Eixo. Contando com sábado, foram 26 shows, de bandas de estilos e lugares diversos, em sua maioria muito boas.

Destaque para a apresentação cheia de grooves psicodélicos regionais de DJ Tudo e a Garrafada (foto), do astral dos Malditas Sudakas, da energia Porcas Borboletas lançando o disco em casa, e do Devotos, que mesmo com problemas técnicos no meio do show, fizeram uma apresentação intensa, direta e reta, propagando as mensagens de libertação e celebração no melhor estilo de seu punk pernambucano de jah.
Interessante que o Festival destacava muito as bandas mineiras, seja pela maioria no
line up, quanto nos
headliners, que foram o Pato Fu e o Sepultura, originais do estado também. No sábado ainda teve um
after party, conduzido pela
Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte, que bombou a pista do G

oma.
Além dos shows, é muito importante destacar atividades como o Jambo Digital e o Jambo Literal, entre outros, que promoveram encontros interessantíssmos para discutir sobre aspectos mais amplos na relação da cultura.
Outra intervenção marcante foi do Coletivo Literatura Subsolo, que propos a mescla da poesia de artistas como Alex Antunes, Ruy Mascarenhas e do Robson Sete (foto), ao início de alguns shows. Invenção boa.
Domingo, para coroar, ainda rolou o Arte na Praça, evento que acontece há sete anos e mais uma vez foi parceiro do Jambolada, com mais seis belos shows a céu aberto. Mais algu
mas bandas de rock de Minas, e convidados especiais como Anelis Assumpção e Maria Alcina (foto), sem dúvida nenhuma, o show mais energético do Festival, contemplando mais do que nunca a frase de nosso amigo Jackinho: "A Vida é uma Festinha".
E para finalizar em grande estilo de celebração entre parceiros, foi estimulado por nós a "Jam Bolada", com sessões livres de improviso entre os artistas sobreviventes que foram para o Goma. Tomara que entre de verdade na programação no próximo ano. De qualquer maneira, contaremos melhor essas histórias na próxima semana, no programa especial do Jambolada.
Agora, como dito, na estrada, chegamos a Cuiabá para dar a oficina de produção radiofônica na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e na Ação Cultural, um Pontão de Cultura, além é claro de participar do Festival Calango, que inicia na próxima 6a feira (30/10).
Mas, no meio do caminho, um imprevisto que é importante contar: o Movimento dos Sem Terra do Mato Grosso havia fechado a BR, e ficamos cerca de 7 horas parados na estrada. Assim, conversamos com eles, que nos convidaram a conhecer a situação do assentamento, depois que foram desalojados da fazenda em que o INCRA havia dado posse para eles. Impossível deixar de fora o registro e a nossa manifestação de apoio a esses guerreiros que lutam por seu espaço.
E assim seguimos; tomara que venha muito mais história para construir e contar. Continuem na conexão ((((((((()))))))))
bjos e abrazos
fotos: Hick Duarte e Jovem Palerosi